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A Honda apresentou a jornalistas europeus nesta segunda-feira (1) a nova geração do Civic Type R. Trata-se da versão hatchback (são quatro portas, mas as maçanetas traseiras ficam na coluna) e esportiva do modelo, que não é comercializada no Brasil. A principal novidade mecânica é a adoção de um novo motor, o de 2.0 VTEC Turbo, capaz de entregar 310 cavalos de potência e 40,8 kgfm de torque entre 2.500 e 4.500 rpm.

O propulsor é parte da família Earth Dreams, e tem como característica “girar alto”: a faixa vermelha no painel começa em 7.000 rpm; o pico de potência vem logo antes, a 6.500 rpm.

O Type R 2016 foi mostrado pela primeira vez, ainda como conceito, no Salão de Genebra de 2014, e no evento suíço deste ano surgiu como carro de produção. Apesar da tradicional especulação da imprensa especializada, é pouquíssimo provável que o Type R seja importado pela Honda ao Brasil; nem nos Estados Unidos ele é vendido. O preço na Europa parte de 39.400 euros.

O motor é movido a gasolina e dotado de injeção direta de combustível. Ele combina as tecnologias VTEC e Dual-VTC, ambas atuantes na abertura das válvulas de admissão e escape. A tração é dianteira, e a transmissão, manual de seis marchas. A Honda garante que não existe um hatch com essa configuração que seja mais poderoso que o novo Type R. O zero a 100 km/h é atingido em 5,7 segundos, e a velocidade máxima bate nos 270 km/h. A volta no lendário circuito alemão de Nürburgring foi completada em 7min50s6, num teste em 2014. 

Civic Type R tem traseira desafiadora, com quatro saídas de escape
Outros destaques dinâmicos são o seletor de rigidez dos amortecedores e a suspensão traseira reforçada com eixo de torsão em forma de H, necessária para manter o Type R “no trilho” mesmo em situações extremas. Além disso, há a função +R, ativável pelo motorista, que — grosso modo — corresponde à mais conhecida função Sport, alterando parâmetros do trem-de-força para uma condução mais esportiva.  

IMPRESSIONANTE
Tudo isso não seria nada se o modelo não fosse atraente. Com um visual que, segundo a Honda, tem a lógica de “função > forma” (vale dizer, privilégio à aerodinâmica), o hatch apresenta linhas pontiagudas, com destaque para o conjunto óptico dianteiro destacando-se da grade preta ao estilo “solid wing”; e massudas, como na traseira — dotada de defletor e quatro saídas de escapamento.

No interior, assoalho mais baixo, bancos tipo concha (também mais baixos que nos carros de rua da Honda) e um painel que faz jus à vocação de pista do Type R: há instrumentos para medir força G; pressão nos freios, do turbo e do óleo; tempo de volta; e tempo de aceleração.

Por aqui, quem deseja um Honda esportivo tem de se contentar com o Civic Si, cupê com motor aspirado de 2,4 litros e preço na casa dos R$ 124 mil.

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