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O atual Duster europeu, com o escudo da romena Dacia
Sandero, Logan e Duster estão prestes a mudar na Europa, onde são vendidos com o emblema da Dacia (subsidiária da Renault na Romênia). Hatch e sedã sofrerão facelift, com estréia prevista para o Salão de Paris, em outubro. Já o SUV entrará em nova geração — a segunda — em 2017. As informações são da revista romena ZF, especializada em economia. 

Em Paris, este ano, teremos Sandero e Logan com facelift. O grande salto se dará com o novo Duster [em 2017]. Nossa gama não é tão grande para ter novidades todos os anos.
Laurens van den Acker, designer-chefe da Renault, à ZF)

As mudanças em Sandero e Logan prometem ser parcimoniosas, já que o upgrade estilístico dado à segunda geração, de 2012, foi suficiente para transformar os dois modelos em produtos atraentes, longe do visual realista-socialista da primeira geração. Uma coisa é certa: a dianteira de ambos deve ficar mais parecida com a de modelos da gama européia da Renault, notadamente o Clio IV.

Isso já aconteceu no Brasil, onde essa parte da carroceria não seguiu as linhas romenas na renovação de geração (aqui, ocorrida em 2013). Por isso, em nosso mercado é possível que o facelift seja substituído por mudanças cosméticas, adiando uma reforma para a terceira geração.

Não duvide que o novo Duster seja parecido com isso
Já a mudança no Duster europeu promete ser mais significativa, deixando-o com visual mais alinhado ao dos primos, e deve refletir de alguma forma no modelo vendido no Brasil, quase idêntico ao romeno. O risco é perder o atual charme de SUV “tosco”, grosseirão, algo que o diferencia dos rivais cada vez mais refinados e parecidos com hatches gordos.

Há quem aposte que o novo Duster vai ser parecido com a futura picape Alaskan, variação da Renault para o modelo compartilhado com Mercedes-Benz e Nissan (no caso, a nova Frontier).

LINHA B
No mercado brasileiro, a troca de gerações de Sandero e Logan em 2013 não trouxe consigo renovação mecânica — a não ser a adoção do câmbio automatizado Easy-R. Os motores oferecidos continuam sendo os bem conhecidos 1.0 e 1.6 da gama Renault; o Duster possui opção de 2 litros. O Sandero R.S. 2.0 é raridade, mas existe.

Na Europa, onde Dacia cumpre o papel de ser uma espécie de “linha B” da Renault, os três são vendidos como carros de baixo custo, como os antigos “populares” no Brasil. Aqui, recebem uma série de melhorias (óbvias na comparação entre cabines, por exemplo) e ocupam o centro da gama da Renault. O andar de baixo será do compacto Kwid, já lançado na Índia e previsto para nosso mercado ainda este ano, talvez no Salão de São Paulo. Com isso, o Clio deixará de ser fabricado.

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